por myselfoutforme

Eu não sou um corpo para jogar fora, eu não sou um copo para ser descartado. Eu sou muito mais alma, eu sou palavras. Sou feita de interrogações e vírgulas, com infinitas reticências. Mas nunca um ponto final. Eu sou indecisão e certeza, vontade e carência, necessidade e indiferença. Sou o teu telefone tocando às 3 horas da manhã, a voz desesperada dizendo que sente a sua falta. E, ao mesmo tempo, sou o olhar gelado pela manhã, as palavras irônicas de quem pouco se importa para a sua existência. Eu sou uma incógnita, com um conjunto solução vazio. Então, desista de mim. Desista de mim, porque eu já perdi minha solução no último inverno. Desista de mim, porque só palavras já não têm mais efeito sobre mim.  (Ana Furlanetto)

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